TDAH: Existe Tratamento Além da Medicação? Conheça o Neurofeedback

TDAH não precisa significar um único caminho. Entenda as possibilidades de tratamento além da medicação e como o Neurofeedback pode fazer parte desse processo.

TDAH

FERNANDA B. FRANCAH

8/20/20269 min read

“Eu não queria que meu filho tomasse remédio para o resto da vida.”

Essa frase resume uma das maiores angústias que podem surgir quando uma família recebe o diagnóstico de TDAH.

Foi exatamente o que aconteceu com Fernanda Oliveira, mãe de Ruan.

Ruan era uma criança inteligente e saudável, mas apresentava dificuldades importantes de atenção e autorregulação.

Na escola, tinha dificuldade para permanecer sentado, fazia barulho, cantava e assobiava durante as aulas. Para ele, porém, o que acontecia era ainda mais difícil de explicar.

Ele dizia para a mãe que havia “um monte de bolhas” dentro da sua cabeça.

Em uma bolha estava o Sonic. Em outra, a professora. Em outra, a mãe. Em outra, o pai.

E ele não conseguia se concentrar em uma única bolha.

Também dizia que de vez em quando sentia "um raio dentro dele", daí ele não conseguia se controlar.

A família começou então uma investigação. Passou por diferentes avaliações e profissionais até chegar ao diagnóstico de TDAH.

Mas, para a mãe, surgiu uma preocupação ainda maior.

Ela não queria simplesmente aceitar que o filho precisaria tomar um medicamento durante toda a vida sem antes conhecer outras possibilidades.

“Eu falei: não, eu não quero dar remédio para o meu filho. Eu não acho que seja só esse tipo de tratamento. Tem que ter alguma outra coisa que a gente possa fazer.”

Foi durante essa busca que Fernanda conheceu o Neurofeedback.

Depois de uma avaliação, Ruan iniciou o treinamento na Brain Healthy Institute.

Ao longo do processo, sua mãe relata ter percebido mudanças importantes no funcionamento e no comportamento do filho.

Depois de aproximadamente nove meses de treinamento, a família recebeu a notícia de que Ruan estava pronto para receber alta.

Meses depois, novos mapeamentos foram realizados para acompanhar sua evolução.

Segundo o relato da mãe, as mudanças permaneceram.

Hoje, ela descreve Ruan como um menino alegre, inteligente, participativo e com excelente desempenho escolar.

“Hoje quando eu vejo o Ruan eu me sinto muito feliz, muito emocionada de ver o quanto ele cresceu.”

🎥 Quer conhecer a história completa?

Assista ao depoimento completo da mãe de Ruan e conheça, pelas palavras dela, como foi a experiência da família durante o tratamento.

[ASSISTIR AO DEPOIMENTO COMPLETO]

A história de Ruan levanta uma pergunta importante

Quando uma criança recebe o diagnóstico de TDAH, a medicação é a única possibilidade?

A resposta é: NÃO.

A medicação pode fazer parte do tratamento de muitas pessoas com TDAH e, em determinadas situações, pode ser importante.

Mas ela não precisa ser vista como a única possibilidade de cuidado.

O tratamento pode envolver diferentes estratégias, escolhidas de acordo com as características e necessidades de cada criança.

Entre essas possibilidades está o Neurofeedback, uma abordagem de treinamento cerebral que pode ser utilizada como estratégia não medicamentosa dentro de um plano de tratamento individualizado.

E essa é uma informação que muitas famílias ainda desconhecem.

TDAH não é igual em todas as crianças

Duas crianças podem receber o mesmo diagnóstico de TDAH e apresentar funcionamentos muito diferentes.

Uma pode ter como principal dificuldade a atenção.

Outra pode apresentar muita impulsividade.

Outra pode ter grande inquietação, dificuldade de autorregulação, alterações do sono ou dificuldades importantes no ambiente escolar.

Também existem situações em que sintomas semelhantes podem aparecer por diferentes motivos.

Por isso, receber o diagnóstico é apenas o começo da investigação.

Antes de pensar apenas em como controlar os sintomas, é importante compreender:

  • como aquela criança funciona;

  • quais são suas principais dificuldades;

  • como estão atenção e autorregulação;

  • como ela dorme;

  • como se comporta em diferentes ambientes;

  • quais fatores podem estar contribuindo para suas dificuldades;

  • e quais estratégias podem fazer sentido para aquele perfil.

O diagnóstico identifica uma condição. A avaliação ajuda a compreender a pessoa.

E quando os sintomas parecem TDAH, mas existe algo além?

Na prática clínica de mais de 10 anos, encontramos crianças que chegam para avaliação apresentando desatenção, agitação, impulsividade, dificuldade de organização ou problemas escolares e que já receberam a hipótese — ou até o diagnóstico — de TDAH.

Mas sintomas semelhantes podem aparecer em diferentes condições e contextos.

Uma criança que teve uma intercorrência no nascimento, como hipóxia, por exemplo, pode apresentar dificuldades de atenção, controle inibitório ou autorregulação. O mesmo pode acontecer após um traumatismo cranioencefálico (TCE) ou uma concussão, dependendo das áreas e circuitos envolvidos.

Ansiedade, alterações importantes do sono, estresse e dificuldades emocionais também podem interferir significativamente na atenção, na memória, na velocidade de processamento e na capacidade de autorregulação.

Isso significa que olhar apenas para os sintomas pode não ser suficiente para compreender o que está acontecendo.

Uma criança pode apresentar dificuldades de atenção relacionadas ao TDAH. Mas também pode apresentar dificuldades semelhantes relacionadas ao sono, à ansiedade, a uma lesão cerebral ou a outros fatores que precisam ser investigados. E essas condições também podem coexistir com o TDAH.

Nem toda criança que apresenta sintomas de TDAH está apresentando o mesmo tipo de dificuldade — e nem todo cérebro precisa ser treinado da mesma maneira.

Como fazemos essa investigação na Brain Healthy?

Na Brain Healthy, não partimos apenas dos sintomas e não aplicamos um protocolo baseado exclusivamente no diagnóstico recebido.

A avaliação considera a história clínica, o desenvolvimento e as características apresentadas, sempre integrada ao mapeamento da atividade elétrica cerebral por meio do QEEG de 19 canais e ao diagnóstico neurofuncional.

Essa integração permite compreender de forma mais ampla como aquele cérebro está funcionando, quais padrões podem estar relacionados às dificuldades apresentadas e quais aspectos podem ser trabalhados durante o treinamento.

A partir dessa compreensão, definimos as estratégias de Neurofeedback mais adequadas para cada paciente.

O diagnóstico clínico pode ser o mesmo. Mas o funcionamento cerebral pode ser diferente. E o treinamento também deve ser.

Neurofeedback: uma alternativa não medicamentosa

O Neurofeedback é uma abordagem de treinamento cerebral que utiliza informações da atividade elétrica cerebral para orientar um processo de treinamento individualizado.

Na Brain Healthy, utilizamos o que há de mais avançado em tecnologia o Neurofeedback por Z-Score e treinamento de LORETA, com protocolos definidos a partir da avaliação de cada paciente.

O objetivo é trabalhar padrões específicos do funcionamento cerebral relacionados às necessidades identificadas na avaliação.

Não se trata simplesmente de aplicar o mesmo treinamento em todas as crianças ou adultos que recebem o diagnóstico de TDAH.

O diagnóstico pode ser o mesmo. O treinamento não precisa ser.

É justamente por isso que a avaliação individualizada é tão importante.

E se a criança ou adulto já estiver tomando medicamento?

Estar em tratamento medicamentoso não impede que outras estratégias sejam consideradas.

Na prática clínica, recebemos pacientes que já utilizam medicamentos e continuam apresentando dificuldades importantes.

Algumas famílias procuram o Neurofeedback porque desejam ampliar as possibilidades de tratamento.

Em determinados pacientes, conforme ocorre evolução clínica e funcional durante o processo, o médico responsável pelo acompanhamento pode reavaliar a necessidade, a dose ou a continuidade da medicação.

Essa decisão é sempre médica e individualizada. Na nossa experiência clínica, não é incomum que essa reavaliação aconteça ao longo do tratamento, especialmente quando são observadas mudanças consistentes no funcionamento cerebral e na rotina do paciente.

A redução ou retirada da medicação, quando considerada adequada, é realizada exclusivamente pelo médico responsável pelo acompanhamento.

A Brain Healthy não orienta pacientes a interromper ou modificar medicamentos por conta própria.

O papel do Neurofeedback é oferecer uma estratégia adicional de treinamento cerebral que, em determinados casos, pode contribuir para mudanças funcionais importantes dentro de um plano de tratamento individualizado.

O objetivo não é simplesmente controlar sintomas

Quando falamos em tratamento do TDAH, é comum pensar apenas em fazer a criança:

  • prestar mais atenção;

  • ficar mais quieta;

  • terminar as tarefas;

  • interromper menos;

  • melhorar as notas.

Essas mudanças podem ser importantes.

Mas o objetivo de um tratamento bem planejado vai além disso.

Queremos compreender se a criança está conseguindo:

  • organizar melhor suas atividades;

  • regular melhor suas respostas;

  • sustentar a atenção quando necessário;

  • lidar melhor com as demandas do ambiente;

  • aprender com mais facilidade;

  • desenvolver maior autonomia.

Por isso, na Brain Healthy, acompanhamos a evolução de forma ampla.

Não existe um número mágico de sessões

Uma das perguntas mais frequentes das famílias é: “Quantas sessões meu filho vai precisar?”

E nossa resposta é: não existe um número universal.

Cada cérebro tem uma história diferente. A resposta ao treinamento também pode variar.

Por isso, desconfie de clínicas que prometem resultados garantidos em determinado número de sessões.

Na Brain Healthy, trabalhamos com: avaliação → treinamento → acompanhamento → reavaliação → ajustes.

O objetivo não é simplesmente completar uma quantidade de sessões. É acompanhar a evolução do paciente e verificar se os objetivos estabelecidos estão sendo alcançados.

E os ganhos permanecem depois do treinamento?

O cérebro precisa de tempo para incorporar e consolidar mudanças.

Por isso, não pensamos no Neurofeedback apenas como algo que acontece durante os minutos em que o paciente está na clínica.

O processo envolve treinamento, acompanhamento e consolidação.

Quando existe evolução, também é importante observar como o paciente funciona fora das sessões e ao longo do tempo.

É por isso que a Brain Healthy acompanha o paciente durante o processo e realiza novas avaliações quando necessário.

O objetivo não é apenas melhorar durante o treinamento. É buscar mudanças que façam sentido na vida real.

A história de Ruan é um exemplo dessa possibilidade

No caso de Ruan, existe algo muito importante na história dessa família.

Quando recebeu o diagnóstico, sua mãe não quis acreditar que a medicação seria o único caminho possível para o seu filho.

Ela decidiu pesquisar.

Conheceu uma possibilidade que ainda não conhecia.

Buscou uma avaliação.

E decidiu experimentar o Neurofeedback na Brain Healthy.

Iniciou o tratamento do filho e acompanhou de perto todo o processo.

Hoje, olhando para trás, ela conta que se sente feliz por ter procurado outras alternativas para o filho.

“Então vale a pena, mães e pais, busquem porque realmente tem um resultado e é muito gratificante.”

Essa é a mensagem que queremos deixar: conhecer as possibilidades também faz parte do tratamento.

Existe, SIM, outro caminho além da medicação

O objetivo deste artigo é mostrar justamente isso: o tratamento do TDAH não precisa se limitar à medicação.

O Neurofeedback é uma possibilidade não medicamentosa que pode ser eficaz no tratamento do TDAH e que, em nossa experiência clínica ao longo de anos, tem apresentado resultados muito positivos em pacientes acompanhados pela Brain Healthy.

Receber um diagnóstico de TDAH pode trazer medo, dúvidas e muitas perguntas.

Mas você não precisa tomar uma decisão baseada apenas no diagnóstico.

Você pode buscar informação, conhecer diferentes possibilidades e entender melhor como seu filho funciona.

Porque TDAH não precisa significar um único caminho.

Quer conhecer o Neurofeedback?

Na Brain Healthy Institute, o processo começa pela avaliação individualizada e não pela aplicação de um protocolo padrão.

Conheça como funciona nossa avaliação e entenda se o Neurofeedback pode fazer sentido para o seu filho.

[CONHEÇA A AVALIAÇÃO DA BRAIN HEALTHY]

[CONHEÇA O NEUROFEEDBACK]

SOBRE A AUTORA

Fernanda B. França
Neuropsicóloga | Fundadora da Brain Healthy Institute

Atua há mais de 10 anos com avaliação do funcionamento cerebral, treinamento com Neurofeedback e acompanhamento individualizado de crianças, adolescentes e adultos.

Autora do livro A Jornada do Eu.

Referências Científicas

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